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UNIAO

Gostamos de ouvir alguém questionar-nos, de forma sincera, como estamos e como nos sentimos. Transmite-nos uma sensação reconfortante de que alguém se preocupa connosco. Esta preocupação deve ser reciproca, e também nós devemos ter a preocupação e interesse no estado em que está a comunidade que nos rodeia. Numa sociedade cada vez mais egoísta, estes pequenos gestos contribuem para manter vivo o espírito de solidariedade no seio da sociedade.

Esta preocupação deve igualmente ser alvo de reflexão pessoal, em jeito de avaliação, olharmos à nossa volta e percebermos qual é o nosso estado, para onde caminhamos e de que forma estamos integrados numa sociedade, Concelho, Região, país ou continente.

Numa avaliação regional, sempre fui defensor da Região de Basto constituída pelos quatro Concelhos: Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Mondim de Basto e Ribeira de Pena, que representam no seu conjunto um território único em torno de um valioso recurso natural, o rio Tâmega.

No entanto, embora historicamente, culturalmente e territorialmente esta Região possua vários aspetos em comum, a nível administrativo, político e estratégico nunca esteve verdadeiramente unida.

Sendo esta uma das Regiões mais deprimidas, em termos económicos e de desenvolvimento, de Portugal, torna-se urgente a criação de estratégias de desenvolvimento local e regional a curto e médio prazo.

Recentemente os autarcas de Cabeceiras, Celorico e Mondim de Basto exigiram em conjunto a conclusão dos 9,7 quilómetros da variante do Tâmega, prometida após o encerramento da linha férrea há 30 anos.

Independentemente do “timing” em que esta posição foi efetuada, não se deve  dizer que é tarde quando se atua, o importante é percebermos o maior impacto e a força que esta reindivindicação contém devido à posição conjunta.

 Os autarcas, enquanto representantes democraticamente eleitos pelo povo, assumem a grande responsabilidade de gerir e definir as estratégias para o seu município, mas também para a região, integrando e respeitando todas as suas especificidades.

A Região permite-nos ganhar dimensão, poder e decisão. O desenvolvimento regional beneficia o local, e com ele as pessoas.

A frase “fazer mais com menos” tornou-se um desígnio da gestão autárquica. A região pode ser uma oportunidade para a implementação de projetos tendo como base a economia de escala, sustentável e que possa responder às necessidades das pessoas.

Respeitando o passado, o presente e futuro terão de ser encarados com uma visão estratégica diferente em que a cooperação, comunicação e trabalho em rede serão fatores de sucesso.

Os autarcas têm essa obrigação, os munícipes também deverão ser pró-ativos e participar nesse processo de definição do nosso futuro. Juntos devemos questionar-nos: “O que falta à Região de Basto?” 

*Artigo publicado no Jornal “O Basto”.

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