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adelaidepngSempre que um ato eleitoral se aproxima as “máquinas de campanha” renascem, renovam-se e atualizam-se. As campanhas têm uma função essencial em todo o processo e são determinantes para o resultado eleitoral. Já vi partidos a ganhar eleições sem apresentarem um programa eleitoral, como nas últimas autárquicas em Mondim de Basto, já vi eleições serem ganhas sem outdoors, grandes jantares ou comícios, mas não conheço eleições ganhas sem campanha.

O que é então uma campanha? A descrição que encontro, mais simples e objetiva, resume uma campanha a um conjunto de ações, continuadas ou coordenadas, para atingir um objetivo. Estas ações podem ser mais ou menos mediáticas, públicas ou privadas.

À partida o que se espera de uma campanha é que esta impulsione uma candidatura para os melhores resultados, na procura de realçar os seu aspetos mais importantes e positivos.

Há também o risco de uma campanha ser ineficaz e em detrimento de impulsionar uma candidatura acaba mesmo por a prejudicar.

Uma campanha boa com uma candidatura fraca também não ajuda ao resultado. Da mesma forma que uma campanha séria e honesta nem sempre vence às habilidosas ou viciadas.

Com as próximas eleições legislativas à vista, já muito se tem escrito e falado sobre as campanhas. Dos programas eleitorais pouco ou nada se tem discutido ou avaliado. A polémica e o mediatismo tem sido em redor dos cartazes, e neste capitulo o Partido Socialista não tem sido muito feliz. Depois de algumas tentativas falhadas, tanto em termos gráficos como nas mensagens, o verniz estalou com a utilização em cartazes, sem autorização para o efeito, de fotografias de alguns funcionários da Junta de Freguesia de Arroios associando-lhes mensagens na primeira pessoa que nada tinham a ver com o seu percurso de vida.

Esta utilização indevida de imagens com mensagens falsas não credibiliza a política, a campanha e a própria candidatura. Mais do que utilizar imagens sem autorização, o delito maior foi associar-lhes indevidamente falsas situações profissionais com o único objetivo de tentar criticar e desvalorizar os recentes resultados positivos do emprego, através da simulação de situações inexistentes.

Após este episódio no mínimo insólito, o diretor de campanha, Ascenso Simões, cabeça de lista do Partido Socialista pelo distrito de Vila Real, não teve alternativa a pedir a sua demissão de funções. Enquanto diretor coube naturalmente a si a responsabilidade e definição estratégica da conceção dos cartazes.

Afirmar que alguém está desempregado há 5 anos, curiosamente a ser verdadeiro teria perdido o emprego durante o último governo socialista, e que devido a essa situação teve de emigrar, quando na verdade a pessoa trabalha na Junta de Freguesia de Arroios, ultrapassa os valores mínimos de credibilidade e confiança para quem se propõe a ocupar cargos públicos.

É que não se tratou de um mero erro técnico, foi uma ação, coordenada, para atingir um objetivo!

*Artigo de Opinião publicado no Jornal “O Basto”

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